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Minimamente Invasiva

Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva por Vídeo

Técnica videoassistida que substitui a abertura do esterno por uma pequena incisão lateral entre as costelas. Permite a correção de diversas valvopatias e defeitos congênitos com menor trauma, menor dor e recuperação significativamente mais rápida do que a cirurgia convencional.

Cirurgia cardíaca sem abertura do esterno

A cirurgia cardíaca minimamente invasiva por vídeo, também chamada de cirurgia videoassistida (VATS — Video-Assisted Thoracoscopic Surgery), é uma modalidade moderna em que o acesso ao coração é feito por uma pequena incisão lateral entre as costelas, geralmente de quatro a seis centímetros. Através dessa incisão e de portais auxiliares menores, o cirurgião introduz uma micro-câmera de alta definição, que ampliará a imagem do campo operatório, e instrumentos especializados para a realização do procedimento.

A técnica foi introduzida no Brasil a partir da década de 2000, inicialmente vinda de centros de referência europeus como Leipzig (Alemanha), e hoje é realizada em hospitais de referência como alternativa à cirurgia convencional para indicações específicas. Em mãos experientes, a cirurgia minimamente invasiva por vídeo apresenta resultados comparáveis aos da cirurgia convencional, com a vantagem da recuperação mais rápida e do menor impacto estético e funcional.

O Dr. Arthur Diniz Malheiros possui fellowship em cirurgia cardiovascular minimamente invasiva por vídeo e robótica, com treinamento complementar em centros de excelência nos Estados Unidos — Universidade de Chicago, Ascension Saint Thomas e East Carolina University —, onde observou e aprofundou técnicas de ponta nessa modalidade.

Etapas da cirurgia por vídeo

Visão geral das etapas — detalhes são discutidos individualmente em consulta.

  1. Avaliação e planejamento

    Consulta clínica com revisão de ecocardiograma, angiotomografia e demais exames. Discussão da viabilidade da abordagem minimamente invasiva no caso específico.

  2. Anestesia seletiva

    Anestesia geral com intubação seletiva, permitindo o colapso pulmonar do lado direito durante a cirurgia para melhor acesso ao coração.

  3. Incisão lateral

    Uma incisão de aproximadamente 4 a 6 cm é feita entre as costelas direitas (minitoracotomia lateral), com portais auxiliares para câmera e instrumentos.

  4. Circulação extracorpórea periférica

    Acesso pela veia e artéria femorais para estabelecer a circulação extracorpórea e permitir a parada cardíaca controlada quando necessária.

  5. Procedimento intracardíaco

    Realização da plastia valvar, troca valvar ou correção anatômica através da incisão, com auxílio da câmera de alta definição e instrumentos de haste longa.

  6. Encerramento

    Retirada da circulação extracorpórea, hemostasia cuidadosa, drenagem pleural e fechamento da incisão. Encaminhamento à UTI cardíaca para recuperação.

Quem é — e quem não é — candidato

A decisão é sempre individualizada, com base em exames, histórico e anatomia do paciente.

Candidatos típicos

  • Valvopatia mitral isolada — plastia ou troca valvar mitral.
  • Comunicação interatrial (CIA) — correção em adultos.
  • Valvopatia tricúspide — em casos selecionados.
  • Mixoma atrial — tumores cardíacos benignos do átrio esquerdo.
  • Fechamento de forame oval patente (FOP) — quando indicado cirurgicamente.
  • Pacientes ativos — que se beneficiam do retorno rápido.

Contraindicações / cautela

  • Doença coronariana multiarterial extensa — requer abordagem convencional.
  • Cirurgia torácica prévia com aderências severas.
  • Calcificação importante da aorta ascendente.
  • Doença vascular periférica severa — inviabiliza o acesso femoral.
  • Cenários de emergência hemodinâmica.
  • Deformidades torácicas limitantes.

Vantagens da abordagem minimamente invasiva

Documentadas por estudos internacionais em centros de referência nas duas últimas décadas.

Incisão de 4–6 cm

Lateral, entre as costelas, evita abertura do esterno.

Alta mais rápida

Média de 3 a 5 dias de internação.

Retorno rápido

Atividades leves em 2–4 semanas.

Menos transfusão

Menor sangramento intraoperatório documentado.

Menos dor

Sem osteotomia esternal, redução da dor crônica.

Preservação estrutural

Integridade do esterno preservada.

Cicatriz discreta

Cicatriz lateral pouco visível.

Mesma eficácia

Resultados comparáveis à técnica convencional nas indicações corretas.

Recuperação: o que esperar

Primeiras 48 horas

Permanência em UTI cardíaca com extubação nas primeiras horas. Mobilização supervisionada começa já no primeiro dia, com fisioterapia respiratória e motora.

Terceiro ao quinto dia

Transferência para quarto, dieta progressiva, caminhadas supervisionadas, retirada de drenos. Alta hospitalar entre o terceiro e o quinto dia na maioria dos casos, a depender da evolução.

Retorno às atividades

Atividades leves (caminhar, trabalho de escritório) costumam ser retomadas em duas a quatro semanas. Exercícios físicos mais intensos são liberados entre quatro e seis semanas, com reavaliação ambulatorial.

Dúvidas mais comuns

Qual a diferença entre cirurgia minimamente invasiva por vídeo e cirurgia robótica?

Ambas são minimamente invasivas. Na cirurgia por vídeo, o cirurgião opera através da incisão lateral com instrumentos manuais e auxílio de câmera. Na cirurgia robótica, o cirurgião opera a partir de um console controlando braços robóticos introduzidos por portais ainda menores, com visão 3D e maior precisão de movimento. A escolha entre as duas depende do procedimento, da anatomia e da disponibilidade tecnológica.

É tão segura quanto a cirurgia convencional?

Sim, na indicação correta e com equipe treinada. Estudos publicados em periódicos internacionais documentam mortalidade e complicações comparáveis à cirurgia convencional para as valvopatias mitrais, correção de CIA e procedimentos selecionados.

A cicatriz fica muito visível?

A cicatriz fica no lado direito do tórax, entre as costelas, com aproximadamente 4 a 6 cm. Após a cicatrização completa, costuma ser bem mais discreta do que a cicatriz central longa da cirurgia convencional.

Quem decide se é cirurgia por vídeo ou cirurgia convencional?

A definição é feita em conjunto: cirurgião, cardiologista e paciente, com base em exames detalhados de imagem, histórico clínico, anatomia e preferências pessoais. Nem todo caso é candidato à abordagem minimamente invasiva.

O convênio cobre?

A cirurgia cardíaca minimamente invasiva por vídeo é coberta por planos de saúde em diversas indicações, conforme protocolos da ANS. A cobertura específica deve ser confirmada diretamente com a operadora.

Seu caso pode ser candidato à cirurgia minimamente invasiva?

Agende uma avaliação presencial ou teleconsulta para discutir as opções cirúrgicas.

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